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domingo, 4 de agosto de 2013

Aí aí a memória...

Para este meu primeiro post do Blog, decidi falar da memória?
Mas porque raios haveria eu de querer falar de tal coisa??
A memória é uma acção consciente ou inconsciente (como nos nossos sonhos) que consiste em recordar o passado ou de memorizar certos factos. As nossas memórias na maioria das pessoas surgem a partir dos 2/3 anos de idade, muitos de nós nem se lembram muito bem dessa época, eu só tenho uma por outra, mas estão muito “enevoadas”.
As memórias podem ser coisas más ou boas, podem ser inesquecíveis pela positiva ou negativa, mas ou mesmo tempo podem ser memórias que nos fazem evoluir como pessoas, servem de lição, e ainda algumas delas são as que nos fazem “alimentar” a vida.
Isto da memória remete à Titânide Mnemósine, que segundo a mitologia grega fazia parte do grupo inicial de divindades, e era filha de Gaia e Úrano. Segundo diz a lenda, esta Deusa teria estado com Zeus durante 9 noves seguidas (mas que grande maluca!), e dessas 9 noites, originaram 9 filhas (musas) fruto da união com Zeus, Calíope, Clio (vocês pensam que o meu alter-ego surgiu do acaso? Claro que só poderia ser a Clio porque é a Musa da História!), Érato, Euterpe, Melpômene, Polímnia, Terpsícore, Tália e por fim Urânia.


Bem… Esta deusa era nem mais nem menos que a deusa da memória, e ela é muito pouco falada, só é falada mais dentro do contexto das suas filhas.
Podemos então afirmar que a memória, é filha da História, isto que por sua vez, sem a memória, não seria possível fazer história, visto que a história é um instrumento fundamental para a acção do recordar.
Contudo, a memória também pode ser uma coisa extremamente manhosa, porque é quase impossível conseguir reproduzir uma memória de uma forma completamente fiel ao que originalmente aconteceu, e aí pode ser um perigo para a história, pois não sabemos ao fim ao cabo se é verdadeiramente verídico ou não, e depois por vezes algumas destas memórias são transmitidas por várias gerações, e como toda a gente sabe que quem conta um conto acrescenta um conto não é?
Mas não é só manhosa neste sentido que eu falei, é manhosa no sentido de causar dor, de causar infelicidade, de não nos fazer avançar em frente com medo da memória anterior… Mas, quase todas as más memórias (nem todas, porque existem umas mais graves) são superáveis, e como? Através de novas memórias que vamos criando, e por consequente assim criamos uma nova história mais à nossa medida, de forma a alcançar a nossa felicidade e evoluirmos como pessoas.
A memória também ser manhosa no sentido de decorar coisas… Eu tenho uma certa dificuldade para conseguir decorar “às três pancadas” matéria para as frequências, ou de decorar números de telefone, ou nomes… Eu tenho uma memória mais para o “visual” isto no sentido que recordo as coisas através de acções que estejam relacionadas com essa memória. É bastante confuso mas a mim faz me todo o sentido!

Para não fazer a malta dormir e para terminar, a memória é algo confuso, imprescindível, extraordinário, e uma quantidade de várias coisas que fazem parte da vida do ser humano, e são essas mesmas memórias que fazem a essência de cada um de nós, porque nós evoluímos delas mesmo, são elas que nos fazem querer andar em frente e largar as antigas para criar novas, porque por mais boas ou más que as memórias possam ser, não nos podemos agarrar a elas para sempre, temos que criar novas para a vida ser mais intensa e para a sabermos viver!

E como quem me conhece sabe que gosto muito de musicais, não resisti em colocar esta do meu musical favorito, que claro, está de acordo com o tema, e é de notar a letra da música :) ! Cats- Memory

2 comentários:

  1. Que nos valha Clio! Quero muito que as histórias da tua História, as que saiem e sairão da tua pena, perdurem nas memórias que Clio criará nas gerações vindouras. Escrever é criar imagens com letras, janelas para o futuro. Beijinho . :):)

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    1. Muito obrigada pelo muy honrado e bonito comentário M D!!

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